Jatobá do cerrado
- Cléver Marcelo Teixeira de Lima
- 31 de jul. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 1 de ago.
Jatobá do Cerrado
(Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne)
A espécie de jatobá encontrada no Cerrado é conhecida cientificamente como Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne, pertencente à família Fabaceae. Popularmente chamada de jatobá do campo, jatobá da serra, jatobá de casca fina e jutaí, essa árvore pode alcançar até 9 metros de altura. O nome "jatobá" vem do guarani e significa "árvore de fruto duro". Em outras regiões do Brasil, também podem ser encontradas outras espécies de jatobá.

Foto: Cléver Marcelo Teixeira de Lima - "Trilha do Tatu"
Características e Usos
Frutos e Flores

Frutos: Os frutos do jatobá do cerrado são apreciados in natura por populações rurais. Sua polpa farinácea é utilizada na culinária para fazer mingau, biscoitos, pães e bolos. Além disso, a polpa é usada na produção de geleias e licores.
Foto: Túlio Americano
Flores: As flores do jatobá se destacam na paisagem, sendo muitas vezes utilizadas para ornamentação de jardins e vias públicas. Morcegos são os principais agentes polinizadores do jatobá, garantindo a reprodução da espécie.
Ciclo de Vida
Floração: Ocorre entre os meses de dezembro a fevereiro.
Frutificação: Acontece nos meses de agosto e setembro.
Madeira e Outros Produtos
Madeira: A madeira do jatobá é conhecida por sua dureza, incorruptibilidade e durabilidade. Por isso, é empregada na construção civil e naval, na feitura de esteios, vigas, assoalhos, carrocerias e móveis.
Casca: Da casca do jatobá se extrai um corante amarelo.
Folhas, Resina e Sementes: Utilizadas na produção de remédios caseiros. O jatobá do cerrado é muito utilizado na medicina popular como expectorante, estimulador de apetite, vermífugo, no tratamento de problemas respiratórios, dores no estômago, para combater problemas renais e urinários, infecções intestinais e como cicatrizante.
Importância Ecológica e Econômica
Ecológica: A árvore do jatobá é uma parte importante do ecossistema do Cerrado. Suas flores fornecem néctar para polinizadores como morcegos, e seus frutos servem de alimento para diversas espécies de fauna.
Econômica: A versatilidade dos produtos derivados do jatobá (madeira, frutos, resinas) faz com que essa árvore tenha grande importância econômica, especialmente para as comunidades rurais.
Conservação e Sustentabilidade
A exploração sustentável do jatobá do cerrado é fundamental para garantir a preservação dessa espécie. Práticas como a coleta seletiva de frutos e a extração controlada de madeira são essenciais para manter o equilíbrio ecológico e assegurar que futuras gerações possam continuar a usufruir dos benefícios proporcionados por essa árvore.
O jatobá do cerrado, com sua multiplicidade de usos e benefícios, é um exemplo vivo da riqueza e diversidade da flora do Cerrado. A conservação dessa espécie é vital não apenas para a manutenção do ecossistema, mas também para o sustento e a saúde das comunidades que dependem de seus produtos. A valorização e o uso consciente do jatobá do cerrado são passos essenciais para a preservação dessa joia natural.
O jatobá do cerrado tem propriedades cicatrizantes, vermífugas, antibióticas, anti-inflamatórias renais, hematopoiéticos e anticancerígenos. Essa planta é um tônico geral e o uso continuado as sua seiva traz uma melhora geral como o fortalecendo o sistema imunológico. Ela é um ótimo coadjuvante para tratamentos de doenças autoimunes e degenerativas tumorais. Ela também é excelente na regeneração de doentes debilitados e no reestabelecimento de taxas metabólicas que estão em decadência por motivos que não se sabe ao certo. Essa planta é um bom tônico renal com especificidade para o plexo das gôndolas e também para o circuito hormonal que tem a ver com a fertilidade de forma geral. Uma coisa interessante é que o jatobá-do-cerrado tem uma atividade regeneradora mais intensa na próstata e por isso é usado até em casos de tumores malignos nessa região (AMERICANO, 2015). (https://museucerrado.com.br/jatoba-do-cerrado-2/)
Referências Bibliográficas
AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.
KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2. ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.
SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da. 100 árvores do cerrado – sentido restrito: guia de campo. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2012. 304 p.



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